... Vivemos em uma sociedade corrupta. Cada um por si.
Vivemos em um país onde a imaginação é suspeita. E precisamos dela para resolver nossos problemas.
O poder das bombas atômicas estocadas... corresponde a uma tonelada de dinamite por habitante.
Querem nos impedir de falar.
Querem nos impedir de tirar conclusões... basedas em verdades óbvias.
Mas nós falaremos.
Servimos o povo, que precisa de verdades...
A verdade é o início de uma ação poderosa.
E pela verdade lutaremos...
Z
O dia entardecia. Coração batia acelerado, cabeça não parava, olhos lacrimejavam.
Alita
chorosa se sentia desprotegida e ao mesmo tempo uma mulher maravilha, é como a
tristeza tivesse o poder de torná-la mais forte do que antes e mais sensível do
que ontem. Ela percebia todas as dores do mundo e se fortificava com elas.
Sentia que as dores não iriam passar, mas ela ficaria a sonhar para fugir de
tudo, ela as perseguiam e quanto mais as percebiam mais doía o coração, talvez
dando uma de cega ela ficaria na esperança de seus pés sentirem as flores mais
belas.
Ela tinha pouca idade e todos pensavam que era bem mais velha, parecia até um palácio onde as riquezas são vastas e as lembranças entulhadas, vestígios ela deixava onde passava e ninguém os apagava. Ela era uma deusa, uma irmã, uma mãe, uma feiticeira que faz acreditar na existência da magia onde tudo é possível, mesmo não sendo.
Fazia dessas dores uma fortaleza, não conseguindo não enxergá-las... Inventava, imaginava, sonhava acordada, delirava, achava que precisava ser louca, muitas vezes, para disfarçar a tristeza e fugir da solidão.
Alita era a menina dos sonhos mais lúcidos e mais improváveis de acontecer, fazia da sua jornada um barco a flutuar, um mar fundo, brincando com os sorrisos de outros procurando um seu.
Para minhas amigas May e Alê.
[...]
Todo dia era samba, tudo tinha um caminho, às vezes ele entortava, mas prosseguia.
Lembro-me quando estávamos caminhando no nosso refúgio e você contou aquela piada ridícula, sorri sem graça e até comentaste que a piada era besta, mas tu me dizias que minha cara de boba, às vezes, fazia acreditar que tu eras um bom piadista.
[...]
Lembro da grande partida, foi quando você levou as conversas, os carinhos, as gargalhadas, as ironias, a sincronia, o destino... Deixou comigo só as lembranças de um tempo agradável.
Depois, as cartas não tinham mais o ar de suspiros e os telefonemas as vozes de risos. Tudo tinha um ar melancólico, as lágrimas caiam e a dor da distância não passava.
[...]
A janela ficava aberta e a porta fechada. Era muita saudade!
oamordóiocoraçãoecomodói!
"Não se apegar a nenhuma pessoa, fosse ela a mais cara -- toda pessoa é uma prisão e também um esconderijo."
V , diz:
no fundo, internamente todo mundo é um curinga... só que em segredo =X
M diz:
auhauhauhauha
M diz:
certeza
M diz:
mas ontem tava vendo uma mulher comentar sobre a juventude hoje
M diz:
pós-moderna
M diz:
os modernos gostavam de cenários
M diz:
entende?
M diz:
e nós, pós, somos obscenos
M diz:
o trasnparente
M diz:
gostamos de mostrar tudo o que fazemos
M diz:
louco mas verdadeiro, né?
O ser humano é muito mais do que ele demonstra ser. Ninguém é capaz de demonstrar o que realmente senti, temos medo. Acreditamos que aquilo que mostramos seja a verdade, o sentimento verdadeiro.
Nós, pobres coitados, não controlamos nossa mente, quanto mais tentamos transmitir o que sentimos mais escondemos o que somos realmente. Por puro medo ou por vontade de sermos compreendidos nos bastamos sempre.
Se as pessoas nos conhecer de verdade, elas iriam se esconder assustadas, elas fugiriam.
A vida é um palco e nós os atores, somos artistas, beibe!
Não irá passar, tá impregnado, tá entrelaçado, tá guardado, é segredo
ódio
medo
tristeza
ciúme
pessimismo
descrença
doença
amor
coragem
alegria
confiança
otimismo
crença
amizade
Saudade
As pessoas possuem a necessidade de se sentirem livres, mesmo que a
liberdade nunca possa ser alcançada amplamente, desejamos a perfeição da "felicidade" que a idealizamos, que a
criamos, uma eterna busca (uma sagatiba). O sonho de sermos felizes e livres se torna utópico devido à necessária
luta do ser humano. Nunca conseguimos nos satisfazer com
aquilo que já está conseguido, até porque dizem que precisamos de sonhos
para nos manter em pé.
Os
sonhos de obsessão compulsiva que temos é uma fuga daquilo que já possuímos, o sonho se torna algo descartável, que se modela conforme sua vontade de preencher o vazio de seus sentimentos. Nessa busca pela perfeição da felicidade nos tornamos presos, acentuamos nossos defeitos e prejudicamos psiquicamente as pessoas de nosso convívio, aquelas que mais gostamos.
Descartamos alguns sonhos e acumulamos alguns transtornos que tivemos na luta dele ser realizado, descartamos o empecilho visível (objeto), mas não notamos que esse empecilho (psíquico) não é palpável e nem tão visível, ele é difícil de se combater, pois o meio que vivemos está corrompido e não possuímos olhos internos para nos policiar.
A loucura está presente em todas as nossas atitudes, e as
pessoas mais lúcidas que existem ainda possuem essa busca, todos, sem exceção, com o grau de gravidade
variado. O ser humano possui uma doença crônica e cega.
Surplus, o filme, aborda a temática sobre a sociedade de consumo, que com a industrialização e o desenvolvimento tecnológico passa a possuir um consumismo exacerbado. A sociedade passa a enfrentar vários problemas, como a depredação do meio ambiente, a desigualdade social crescente, o tempo que se torna exíguo e escasso, a desumanização das relações pessoais e sociais, a nova forma do trabalho escravo, etc...
O filme baseia-se e relata os pensamentos de John Zerzan (guru da anti-globalização). Esse pensador acredita que para haver uma sociedade igualitária tem de haver uma revolução. A maioria das pessoas só ficam atentas quando são atingidas diretamente em seu patrimônio privado, devido à individualidade do mundo moderno. John Zerzan faz uma crítica às pessoas que por estarem alienadas, destroem sua própria liberdade se aprisionando ao sistema capitalista.
Qual seria o conceito de violência? Para John
Zerzan acredita que a violência não se atribui a danos materiais em si, mas as
pessoas. A violência onde se aplica? A uma pessoa que vai às ruas a luta por
seus direitos, ou uma pessoa que fica no sofá, comendo, assistindo MTV e quando
ganha um emprego se submete a ele? Os dois são exemplos de pessoas violentadas,
uma que foi violentada e está inconformada, a outra que é violentada e vive aprisionada
acreditando que está em um mundo de progresso e liberdade.
O texto conta uma parábola de um pai que revela aos seus filhos perto de morrer que em seus vinhedos tem ouro enterrado. Os filhos começam a cavar em busca do ouro e nada acham. Depois percebem que as suas vinhas estão produzindo mais do que qualquer outra vinha da região. Moral da história: a felicidade não está no ouro, mas no trabalho. Pois o esforço e a dedicação os recompensaram.
Muitos provérbios foram transmitidos com autoridade da velhice e com concisão aos jovens, para transmitir experiência e saber.
Hoje as experiências estão em baixas. Nos anos de 1914 a 1918, as pessoas vivenciaram uma das piores experiências da história, o surgimento de guerras como um tipo de racionalidade que acompanha a irracionalidade (um extremo da barbárie), a economia em crise com a inflação, o aumento da prostituição, etc. Uma geração que tinha como apoio seus exemplos, viu-se abandonada, “deixada na mão”, sem teto.
Uma nova forma de empobrecer a população surgiu, o
trabalho alienado, paradoxalmente, com o desenvolvimento da técnica (2ª. Rev.
Industrial).
Com o avanço da tecnologia ocorreu a diminuição da quantidade de narradores responsáveis pela necessária transmissão dessas experiências. Sendo substituídas pelos meios modernos de comunicação.
Durante esses acontecimentos surgiram vários tipos de crenças e novas filosofias de vida (a renovação da astrologia, o vegetarismo, o espiritualismo...), como um reverso desse desenvolvimento tecnológico, sobrepondo-se ao novo estilo de vida miserável que surgiu.
“Qual o valor da nossa carga cultural se não podemos compartilhá-la, se ela não nos pertence e não é necessária?”.
Essa pobreza de experiência não é individual (privada) e sim coletiva (humanidade). Uma barbárie (ausência de intelecto, razão) empata o avanço, o começar de novo e se contenta com o pouco sem ter outras visões (o conformismo).
Sempre existiu homens inconformados que queriam algo mais além do que já tinham. Esses foram considerados os “construtores” que fizeram descobertas e que deram novas visões à humanidade como: Newton, Einstein, Descartes, Kleen...
O pintor Kleen, por exemplo, acredita que a carroceria de um automóvel se forma com a necessidade interna do motor. As características externas vão depender da sua função interna, ou seja, quem se baseia na aparência ignora a verdadeira essência da máquina. E, assim se aplica para pintura, à fisionomia das figuras irão depender do que o pintor quer transmitir.
Hoje algumas cabeças já começaram a acompanhar o avanço da técnica. O autor refere-se à renovação da linguagem a serviço dessa realidade, utilizando nomes desumanizados. Por exemplo, autores alemães e russos utilizam nomes como Lesabéndio, Peka, Labu, Outubro, Pjatiletka, Aviachim, etc. Surge um novo conceito de pobreza.
O vidro é um material frio e sóbrio e que não deixa vestígios, pois não se fixa nada por ser liso. Será que haverá casas de vidros? Será que o ser humano vai se adequar ao surgimento dessa nova pobreza?
Essa nova pobreza se dá pela ausência dos vestígios do ser humano, desumanizando-as. O texto cita um exemplo de um quarto burguês onde tem toques pessoais em todos os lugares, deixando claro que aquele quarto possui um dono. O poeta Brecht diz em um de seus poemas, Cartilha para seus citadinos: “Apaguem os rastros!”. Brecht era totalmente avesso à burguesia.
A pobreza de experiência não é para que os homens adquiram simplesmente novas experiências e sim para que eles se libertem de seus paradigmas da sociedade capitalista (o lucro como elemento motor do desenvolvimento social, as relações entre os homens baseadas em princípios mercadológicos, os sistemas de valores e etc).
W. Benjamin, no final do texto, refere-se ao desenho do Mickey como um sonho de um homem contemporâneo. O desenho relacionando-se a vida real, como fosse uma maneira de fuga e de iludir as pessoas, em um mundo “mágico” que tudo é possível.
Esse mundo “mágico” acaba perdendo e ignorando o verdadeiro potencial do ser humano como produtor de experiências. Tornando-o mais pobre espiritual e intelectualmente.
Os desejos que fazem mal são aqueles realizados rapidamente, não aprendemos a dar o valor necessário naquilo que conseguimos facilmente. E aquele ditado permanece: "só damos valor quando perdemos".
Os desejos que fazem bem são aqueles realizados lentamente, que aprendemos pelas lutas e as dificuldades enfrentadas.
E os desejos não realizados são as frutrações como meio de aprendizagem.
Dizem que o crescimento de um homem depende do caminho que é tomado.
Aqueles homens de sucesso estavam fartos e desejavam seguir um caminho diferente do que propuseram, não porque tinham se revoltado, mas, porque se sentiam na necessidade de ter ausência daquele ser autômato.
O querer (desejo) que se torna poder (sabedoria), devido a necessidade de soberania do homem.
