Cine Holiúdy - O Astista Contra o Caba do Mal; Nacional; Gêneros: Comédia, Curta, Nacional; Direção: Halder Gomes; Ano: 2004; Duração: 15 minutos.
O curta é uma comédia que relata o cinema nos anos 70 no interior do Ceará. A história começa quando Francysgleydson leva o “Cine Holiúdy” para as pessoas assistirem à atração: O Astista Contra o Caba do Mal.
O linguajar é todo cearencês e os personagens característicos da terra. Com Edmilson Filho, Haroldo Guimarães e Amadeu Maia, artistas da terra, o filme foi bastante prestigiado e ganhou vários prêmios.
Ele é repleto de gírias e atitudes regionais, isso o personificou e tornou-o mais engraçado, quem mora no estado se identificou e riu de suas variações de um português “bem dizido” e seu comportamento nativo.
Não só como o linguajar, mas como sua própria história é envolvente, os espectadores não se entediam em um só segundo. A atração principal para aquele tipo de público reside em gozadas sagas chinesas de artes-marciais.
Quando os personagens do filme se reúnem para assistir A Saga de Ding e Ling, mostra personagens como: o cachaceiro, o tenente valentão, o gaiato que atrapalha ou que diz saber algo sobre o filme mesmo sem nunca ter visto, a mulher que quer dá uma agarrada no paquera, o prefeito da cidade e as crianças que ficam espiando por trás do muro.
A atração se torna mais empolgante quando simplesmente ela dá problema, porque o filme será contado por nada mais, nada menos que Francysgleydson, do qual solta toda sua “lábia” e conquista todos com sua performance e contando do seu jeito a grande saga. Ele simplesmente incorpora um personagem que luta artes-marciais e faz toda a cena.
Além disso, o “Cine Holiúdy” consegue registrar as precárias condições da exibição de filmes no interior. O diretor consegue captar com humor a situação de um povo, que tem na arte mambembe, a sua maior fonte de entretenimento.
Mesmo com recursos mínimos o curta mostra uma superior qualidade. Por exemplo, a fotografia, as tomadas, a iluminação e o próprio roteiro demonstram o domínio técnico de Halder Gomes na arte cinematográfica, que se destacou merecidamente por seu grande talento.
Por Vanessa Figueiredo de Oliveira
Quando eu tinha 7 anos, eu acreditava que as orquídeas tinha o poder de realizar meus desejos...
Isso só porque coincidentemente no dia em que fiz um pedido olhando sem querer pra ela, à noite ele se realizou.
Até os meus 11 anos de idade foi assim, até o dia em que eu me apaixonei pelo um garoto da minha sala, todo dia estava eu lá, insistindo meu desejo para as orquídeas, sabe aqueles amores platônicos? Pois é, nada aconteceu!
Deixei de conversar, passei só a cuidar, mas senti falta e agora...
... voltei ao meu hábito a uma semana atrás, e quase todos os dias vou lá... sempre que vou regá-las, vou também conversar... tem gente que conversa com seus bichanos, com a parede, com o espelho... pois é, eu converso com as orquídeas do meu jardim. rsrsrs
Agora eu só queria desabafar que os meus dois desejos que eu fiz a elas se realizaram, coincidentemente talvez, mas minhas orquídeas responderam ontem, e mesmo que seja por coincidência também, pra mim foi uma baita sintonia, eu e elas, elas e eu.
Simplismente yesterday.
[Notícia: Homem é preso por transar escondido com um aspirador de pó na fábrica onde trabalha]
* Tem gente que anda transando com coisas mais esquisitas do mundo e em lugares piores ainda, eles pensam que ninguém desconfia, mal sabem, que está tudo sendo monitorado e sempre tem uns adesivinhos, dizendo: Sorria! Você está sendo filmado.
[Notícia: Meninas de poucos aninhos têm preferência por homens mais experientes e gentis]
* As menininhas se encantam com o charminho de um lord galanteador, mal sabem, mas o mocinho santificado pode virar um grande devorador!
[Notícia: Marcelo, o único artista da casa do BBB 8, sai com 71% de votos]
* Muita gente não entendeu o por que quê o Marcelo do BBB 8 era tão odiado ou adorado pela população, mas é tão simples... em um país como o nosso, historicamente antagonístico, só poderia haver o burro ou o inteligente, os medíocres eu deixo para a imparcialidade!
[eita veneno! hahahahaa]
"Da saudade se fez o encontro... E do encontro se fez o samba... E do samba se fez a alegria... de encontrar alguns bons amigos..."
Há bastante deslealdade,
ódio, violência,
absurdo no ser humano comum.
Para suprir qualquer exército em qualquer dia.
E o melhor no assassinato são aqueles
que pregam contra ele.
E o melhor no ódio são aqueles
que pregam amor.
E o melhor na guerra
Finalmente,
são aqueles que
pregam paz.
Aqueles que pregam deus
Precisam de deus.
Aqueles que pregam paz
Não têm paz.
Aqueles que pregam amor
Não têm amor.
Cuidado com os pregadores,
Cuidados com os sabedores.
Cuidado,
com aqueles que
estão sempre lendo livros.
Cuidado com aqueles que detestam
pobreza ou que são orgulhosos dela.
Cuidado com aqueles que elogiam fácil
Porque eles precisam de elogios de volta.
Cuidado com aqueles que censuram fácil:
Eles têm medo daquilo que não conhecem.
Cuidado com aqueles que procuram constantes multidões;
eles não são nada, sozinhos.
Cuidado:
com o homem comum
com a mulher comum,
cuidado com o amor deles.
O amor deles é comum,
procura o comum.
Mas há genialidade em seu ódio
há bastante genialidade em seu
ódio para matar você,
para matar qualquer um.
Sem esperar solidão.
Sem entender solidão.
Eles tentarão destruir
qualquer coisa,
que seja diferente
deles mesmos.
Incapazes de criar arte.
Eles não irão,
compreender arte.
Eles vão considerar sua falha
como criadores,
apenas como uma falha do mundo
Incapazes de amar
completamente.
Eles vão acreditar
que seu amor é incompleto
e eles vão odiar você.
E seu ódio será perfeito.
Como um diamante brilhante.
Como uma faca.
Como uma montanha.
Como um tigre.
Como cicuta.
Sua mais fina arte.
CHARLES BUKOWSKI
Por que toda vez que entro na Internet, tenho que visitar a
página do meu orkut?
Será um vício incontrolável do meu
narcisismo?
Será o meu eu, voyeur, querendo obter
prazer?
Será algo do subconsciente que conduza
tal atitude?
Será que essa necessidade espontânea de
realizar tal ato deva ser do meu eu de demonstrar o meu verdadeiro eu?
Será que eu tenho uma fantasia de ser
observada? Ou talvez uma vontade inconsciente ou consciente de estar presente
na vida daqueles que mesmo distantes estejam on-line mandando recados?
Uma amiga me falou um dia, que os
modernos gostavam de cenários, e nós, pós, somos os obscenos, os transparentes,
gostamos de mostrar tudo o que fazemos.
Nossa! Será que já cheguei a essa
vanguarda?
Será mesmo que consigo transmitir o que
sou, o que sinto, o verdadeiro sentimento?
Por que não controlo minha mente e paro
de ver esse orkut assiduamente?
Será
que o orkut se tornou minha casa no subconsciente, como em um sonho?
Os
meus amigos adicionados são os meus vizinhos?
Será que as comunidades lá presentes são as pichações no meu muro?
Ó
céus! Quantas dúvidas pendentes, talvez porque a atitude de estar lá quase
diariamente faça guardar o segredo de não saber o porquê desse estranho
questionamento. Estranhamento.
Ontem
a vida bateu na porta, contou até dez e pediu licença para uma decisão.
Pensativa, presa e indecisa escolheu 30 dias de plena solidão. Ela viajará e
voltará depois do carnaval, para uma conversa aberta e concisa, de quem está
decidida por um sim.
É, um sim de puro perdão, por dívidas irreversíveis, vontades não realizadas
e uma inocência com o tempo.
Trinta dias com passagem por três lugares, com oscilação de sentimentos e com temperaturas
pouco amenas.
Agora, a vida sente um tesão irrequieto de quem está ansioso, para pegar o bonde de uma nova emoção. Tensa pela
chegada da nova experiência de uma longa batalha, porém, uma batalha curta comparada com o tamanho da angústia de quem esperou pra ficar no topo.
Adeus... Adeus... Boa Viagem... Eu Vou... Eu Vou...
... Vivemos em uma sociedade corrupta. Cada um por si.
Vivemos em um país onde a imaginação é suspeita. E precisamos dela para resolver nossos problemas.
O poder das bombas atômicas estocadas... corresponde a uma tonelada de dinamite por habitante.
Querem nos impedir de falar.
Querem nos impedir de tirar conclusões... basedas em verdades óbvias.
Mas nós falaremos.
Servimos o povo, que precisa de verdades...
A verdade é o início de uma ação poderosa.
E pela verdade lutaremos...
Z
O dia entardecia. Coração batia acelerado, cabeça não parava, olhos lacrimejavam.
Alita
chorosa se sentia desprotegida e ao mesmo tempo uma mulher maravilha, é como a
tristeza tivesse o poder de torná-la mais forte do que antes e mais sensível do
que ontem. Ela percebia todas as dores do mundo e se fortificava com elas.
Sentia que as dores não iriam passar, mas ela ficaria a sonhar para fugir de
tudo, ela as perseguiam e quanto mais as percebiam mais doía o coração, talvez
dando uma de cega ela ficaria na esperança de seus pés sentirem as flores mais
belas.
Ela tinha pouca idade e todos pensavam que era bem mais velha, parecia até um palácio onde as riquezas são vastas e as lembranças entulhadas, vestígios ela deixava onde passava e ninguém os apagava. Ela era uma deusa, uma irmã, uma mãe, uma feiticeira que faz acreditar na existência da magia onde tudo é possível, mesmo não sendo.
Fazia dessas dores uma fortaleza, não conseguindo não enxergá-las... Inventava, imaginava, sonhava acordada, delirava, achava que precisava ser louca, muitas vezes, para disfarçar a tristeza e fugir da solidão.
Alita era a menina dos sonhos mais lúcidos e mais improváveis de acontecer, fazia da sua jornada um barco a flutuar, um mar fundo, brincando com os sorrisos de outros procurando um seu.
Para minhas amigas May e Alê.
[...]
Todo dia era samba, tudo tinha um caminho, às vezes ele entortava, mas prosseguia.
Lembro-me quando estávamos caminhando no nosso refúgio e você contou aquela piada ridícula, sorri sem graça e até comentaste que a piada era besta, mas tu me dizias que minha cara de boba, às vezes, fazia acreditar que tu eras um bom piadista.
[...]
Lembro da grande partida, foi quando você levou as conversas, os carinhos, as gargalhadas, as ironias, a sincronia, o destino... Deixou comigo só as lembranças de um tempo agradável.
Depois, as cartas não tinham mais o ar de suspiros e os telefonemas as vozes de risos. Tudo tinha um ar melancólico, as lágrimas caiam e a dor da distância não passava.
[...]
A janela ficava aberta e a porta fechada. Era muita saudade!
oamordóiocoraçãoecomodói!

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